A maior parte do pós-operatório é rotina e pode ser conduzida por um protocolo estruturado. O que é grave aciona você, com o trecho literal do que a paciente relatou, o dia de pós-operatório e a regra que disparou.
A paciente manda foto às 23 h. Liga no sábado. Descreve dor num áudio de dois minutos. A secretária responde a mesma dúvida de curativo trinta vezes na semana e não sabe qual pergunta é só ansiedade e qual é sinal.
A paciente que precisava avisar não avisa. Volta no retorno com a complicação já instalada. O retorno que ela desmarcou por WhatsApp, ninguém percebeu. E quando um caso é questionado depois, o que existe é memória — não registro.
A rotina consome a equipe. O que importa se perde no meio da rotina.
As mensagens, os marcos em D+N e as regras de triagem são definidos pela equipe médica da clínica. O sistema executa o que você aprovou. Nunca decide no seu lugar, nunca improvisa uma resposta clínica.
Cada interação fica registrada com data, autor e versão do protocolo vigente. Se um caso for questionado depois, existe registro — o que a paciente disse, quando disse, o que a clínica respondeu e quem respondeu.
Quando uma regra dispara, chega até você o trecho literal do relato da paciente, o dia de pós-operatório, a regra acionada e o histórico recente. Sem rolar chat, sem caçar contexto.
Check-ins, pedidos de foto, orientações previstas em protocolo e lembretes de retorno saem sozinhos, no dia certo. A equipe fica livre para os casos que precisam de equipe.
O que o sistema não faz é o mesmo argumento do que ele faz bem. Julgamento clínico não se terceiriza a um chatbot.
Toda mensagem enviada à paciente vem de um template aprovado pela clínica ou de uma FAQ revisada pela equipe. Quando não há resposta prevista, o caso é escalado — nunca improvisado.
A classificação em rotina, atenção ou urgente é triagem operacional. Não afirma o que é ou o que não é complicação. A decisão clínica é sempre humana e sempre reclassificável.
O sistema não sugere fármaco, dose, via ou intervalo. Dúvida de medicação escala para a equipe da clínica.
Ao iniciar uma jornada, a versão do protocolo é congelada. Editar o protocolo depois não muda o acompanhamento das pacientes que já estão em curso.
Que respondem pelo pós-operatório das próprias pacientes e não aceitam depender do WhatsApp pessoal para saber que algo mudou.
Gestor, equipe assistencial e médicos com papéis distintos, isolamento por clínica e registro do que foi lido, dito e decidido.
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